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Os custos de uma vida longa

O crescimento demográfico da população brasileira na faixa etária de 60 anos, em especial o verificado nos grandes centros urbanos, tem sido o motivo de grande interesse por parte dos pesquisadores no Brasil e no mundo.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2013), a estimativa é que o total de idosos chegará a 40,5 milhões de idosos, ou 19% da população que deverá chegar a 216, 4 milhões. O aumento da população idosa deverá elevar valores acima de R$ 80 bilhões as despesas com saúde em 2030, sejam despesas com empresas de saúde e gastos públicos. Os dados são do estudo realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do estado de São Paulo (Fecomércio – SP) intitulado "Projeções do custo do Envelhecimento no Brasil".

O envelhecimento da população fará com que os gastos públicos com assistência ambulatorial e hospitalar no País cheguem a níveis elevados em 2030. Além disso, as pessoas com 60 anos e mais, serão as responsáveis pelos custos da saúde suplementar, como gastos com internação, centro-dia, exames, medicamentos e planos de saúde.

Esse cenário também acompanha as transformações epidemiológicas que estamos vivendo, com alterações relevantes no quadro de morbi-mortalidade (doenças degenerativas, doenças infecciosas, doenças crônicas). E os sistemas de saúde não se encontram estruturados para atender a demanda crescente desse segmento populacional. E essa inadequação do sistema de saúde em atender a população idosa não é uma exclusividade do setor público, o setor privado também não se encontra preparado para o envelhecimento da população.

Jovens, pessoas adultas e idosas que tenham a expectativa de desfrutar mais anos de suas vidas de forma saudável e ativa, de maneira independente, terão que cuidar da saúde tomando atitudes positivas, praticando atividades físicas e se alimentando de modo saudável e personalizado. A socialização é também uma atitude a ser tomada para viver bem com amigos e família. O papel da família é importante em relação ao cuidado, à autoimagem, à autoestima e proteção da solidão e depressão.

Atualmente, a importância do desenvolvimento de ações voltadas à promoção da saúde vem sendo destacada em nível mundial. Trata-se de uma ideia antiga na Saúde Pública e que tem origem no reconhecimento de que para a melhoria da saúde da população é necessário garantir o acesso a boas condições de vida e de trabalho. Nos últimos 20 anos, o conceito de promoção da saúde vem sendo debatido em diversos eventos internacionais que apontam diretrizes para as políticas de saúde. A promoção da saúde reconhece tais implicações e preconiza um conjunto de estratégias que incluem a implementação de políticas públicas saudáveis e a criação de ambientes favoráveis à saúde como dimensões fundamentais da responsabilidade social da saúde. Isso significa que a saúde não deve se encerrar nas ações do próprio setor, mas envolver todas as áreas, governamentais ou não, cujas ações repercutam na qualidade de vida da população.

Essa visão encontra-se presente na Política Nacional do Idoso, na qual são previstas ações nas diversas áreas sociais, como saúde, previdência social, educação, habitação, trabalho, justiça, dentre outras. Promover o envelhecimento saudável é, portanto, tarefa complexa que inclui a conquista de uma boa qualidade de vida e o amplo acesso a serviços que favoreçam lidar com as questões do envelhecimento da melhor maneira possível, considerando os conhecimentos atualmente disponíveis.

Fonte: Os custos de uma vida longa




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